Bancos de leite do DF são referência nacional, segundo Ministério da Saúde

Mães e recém-nascidos da capital e do entorno contam com 14 unidades na rede distrital. Histórias bem-sucedidas comprovam importância do serviço

Quando saiu de casa, em Caldas Novas (GO), na última semana, para visitar o pai no Paranoá (DF), Aline Morel não sabia que conheceria a filha na 36ª semana de gestação. Maria Alice nasceu no Hospital da Região Leste (HRL). A prematuridade, contudo, não deu o tempo que Aline precisava para produzir leite e amamentar. Foi quando ela fez uma nova descoberta: o serviço oferecido pelos Bancos de Leite Humano (BLH) do Distrito Federal.

Ao ser informada sobre a necessidade de nutrir a filha por meio de leite humano doado, a moradora do município goiano confessa que teve medo. Mas o ganho de peso imediato, que indicava o desenvolvimento de Maria Alice, foi o suficiente para transformar o receio em alívio.

Ela obteve leite do banco localizado no Paranoá – uma das 14 unidades que compõem a rede distrital. No DF, os bancos são referência nacional, segundo classificação do Ministério da Saúde, e possuem Padrão Ouro pelo Programa Internacional Ibero-Americano de BLH. Entre janeiro e abril deste ano, foram realizados mais de 3,3 mil atendimentos na capital. Ao todo, quase 290 litros de leite foram ofertados pelas 166 mães doadoras cadastradas, alimentando mais de 300 bebês.

“Se não fosse o leite oferecido pelo banco, acho que meus meninos hoje estariam bem fraquinhos”, diz Jaqueline da Silva, moradora de Unaí (MG) e mãe dos gêmeos Davi e Ravi. Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF

Moradora de Unaí (MG), Jaqueline da Silva também estranhou o uso do leite doado, mas logo reconheceu a importância do serviço. No início de maio, seus gêmeos Davi e Ravi nasceram prematuramente, com 36 semanas de gravidez, também no HRL. “Se não fosse o leite oferecido pelo BLH, acho que meus meninos hoje estariam bem fraquinhos”, constata a mãe com gratidão.

As histórias de Aline e Jaqueline reforçam a importância do leite materno à proteção e ao desenvolvimento de recém-nascidos, especialmente quando prematuros. Não só: comprovam ainda que, na falta, a doação é capaz de salvar vidas. O tema foi tonificado por ações na rede pública ao longo de todo o mês de maio, quando é lembrado o Dia Mundial da Doação de Leite Humano (19). Na última semana (27), foi a vez do BLH do HRL, no Paranoá, reunir mães, filhos e doadoras para confraternizar.

Doação

Caso haja interesse em integrar a rede de doadoras, o cadastro pode ser feito por meio do telefone 160 (opção 4) ou pelo site Amamenta Brasília. Além do envio de todas as orientações, uma equipe do Corpo de Bombeiros Militar (CBMDF) vai à residência da doadora deixar o kit e, posteriormente, buscar os vidros cheios, sem a necessidade de deslocamento aos postos de coleta.

Gabriel Silveira, da Agência Saúde-DF | Edição: Natália Moura

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