Deputado bolsonarista se reúne com condenado por trabalho escravo

O deputado bolsonarista Eros Biondini, do Novo de Minas Gerais, se reuniu, em março deste ano, com o ruralista Celso Mânica, que foi condenado por manter trabalhadores de sua fazenda em trabalho análogo à escravidão.

A condenação de Celso Mânica pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) ocorreu em 2007. A corte determinou que o ruralista pagasse R$ 300 mil (R$ 960 mil, em valores atuais), por danos morais coletivos por manter trabalhadores em condições desumanas em suas fazendas.

A reunião de Biondini, que é do partido do governador mineiro, Romeu Zema, aconteceu em Minas Gerais no dia 6 de março. Além de Mânica, estava no encontro também o vereador Rafhael de Paulo, também do Novo.

O vereador, como contou a coluna, é autor de um projeto de lei que pede a isenção do Imposto sobre a transmissão de bens imóveis (ITBI) para grandes produtores rurais, como a família Mânica.

A família Mânica tem ligação direta com a chacina de Unaí. Os irmãos de Celso Mânica — o ex-prefeito de Unaí Antério Mânica, e o empresário Norberto Mânica — foram condenados por serem os mandantes do crime.

O caso aconteceu em 2004 quando três fiscais e um motorista do Ministério do Trabalho e Emprego, que fiscalizavam denúncias de trabalho escravo na região, foram assassinados. Apenas em 2022, a Justiça condenou os irmãos Norberto e Antério Mânica por serem os mandantes do crime.

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