Pistoleiro da Chacina de Unaí é preso de novo pela PF em Sergipe

Rogério Alan Rocha Rios, 43 anos, condenado por participação na Chacina de Unaí, foi preso na cidade de Estância, no Sul de Sergipe. A prisão foi efetuada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco), que inclui agentes das polícias Federal, Civil, Militar, Penal, Rodoviária Federal e a Secretaria Nacional de Políticas Penais.

Rogério Alan foi condenado a 94 anos de prisão pelo assassinato de três auditores fiscais e um motorista do Ministério do Trabalho durante uma fiscalização em Unaí (MG), em 2004. O caso, que chocou o país, ficou conhecido como a ‘Chacina de Unaí’. As vítimas foram Erastóstenes de Almeida Gonçalves, João Batista Soares, Nelson José da Silva (auditores fiscais do trabalho), e Ailton Pereira de Oliveira (motorista). Eles estavam investigando denúncias de trabalho análogo à escravidão na zona rural de Unaí quando foram brutalmente assassinados.

Rogério Alan estava em Estância para visitar a irmã que mora no município. Além de sua condenação pela chacina, havia um mandado de prisão preventiva em aberto contra ele por um crime de roubo ocorrido em 2020, também em Minas Gerais.

A operação que levou à prisão de Rogério Alan é resultado de um trabalho conjunto das diversas forças de segurança integradas na Ficco. Este esforço colaborativo demonstra a capacidade das forças de segurança em coordenar ações complexas para capturar criminosos de alta periculosidade.

A Chacina de Unaí ocorreu no dia 28 de janeiro de 2004. Durante uma fiscalização, os fiscais do trabalho e o motorista foram emboscados e assassinados. A investigação apontou os fazendeiros Antério e Norberto Mânica como os mandantes dos homicídios, com penas superiores a 50 anos de prisão cada um, por quádruplo homicídio triplamente qualificado.

Além de Rogério Alan, outros envolvidos no crime, como Hugo Alves Pimenta, José Alberto de Castro, Erinaldo Silva e William Gomes de Miranda, também foram condenados.

A captura de Rogério Alan representa um passo significativo na busca por justiça para as famílias das vítimas da Chacina de Unaí. A operação reforça a mensagem de que, independentemente do tempo decorrido, crimes dessa magnitude não ficarão impunes.

Este caso continua a servir como um lembrete sombrio dos perigos enfrentados pelos fiscais do trabalho e a importância de combater o trabalho escravo e análogo à escravidão no Brasil.

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